Multimídia, Política Uma breve introdução ao Realismo

Uma breve introdução ao Realismo

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Teórico explica uma das mais tradicionais teorias das Relações Internacionais em três minutos

O Realismo é considerado uma das mais tradicionais teorias das Relações Internacionais, tendo entre os seus seguidores o alemão-americano Hans Morgenthau, autor de Política entre as Nações (baixe o livro gratuitamente aqui), e o alemão Friedrich Meinecke. Outros ícones realistas incluem Henry Kissinger, ex-Secretário de Estado dos EUA.

No vídeo abaixo, Randall Schweller, professor da Universidade Estadual de Ohio, discute os princípios básicos do realismo político, ou realismo clássico. Ele ainda explica como os realistas interpretam situações comuns da política internacional. As legendas são originalmente em inglês, mas é possível escolher a opção de traduzi-las para português no visualizador.

Em linhas gerais, o realismo clássico é focado nas relações competitivas e conflituosas entre os Estados, os principais atores do sistema internacional. A maior preocupação dos Estados é com a garantia da sua própria segurança. Por isso, os Estados agem sempre em nome do interesse nacional, lutando para obter poder – geralmente entendido em termos de capacidade militar – e impor sua vontade a Estados mais fracos.

No realismo, a cooperação entre Estados é vista de forma cética e pouco aconselhável, uma vez uma que representa expor-se a um ator que pode se tornar inimigo no futuro.

No nível interno, os Estados são soberanos dentro de seu território, possuindo o monopólio da força e autoridade máxima para implementação da lei e garantia da segurança interna. No âmbito internacional, no entanto, não há uma autoridade máxima a qual os Estados se submetem. Esse vácuo de poder é chamado de anarquia.

Anarquia significa que cada Estado pode decidir por si mesmo pelo uso ou não da força para atingir seus objetivos, o que leva ao dilema da auto-defesa. Neste ambiente, o potencial de conflito é grande. Logo, os Estados competem por poder para se proteger e garantir a sua sobrevivência como entidade.

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