Direitos Humanos O que acontece na Coreia do Norte?
O ex-líder norte-coreano, Kim Jong-Il. Imagem: John Pavelka/ Creative Commons / Flickr

Direitos Humanos

O que acontece na Coreia do Norte?

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Livro conta a história do país mais fechado do mundo pela óptica dos próprios norte-coreanos

A Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo. Ao final da Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos (EUA) e União Soviética (URSS) alimentaram tensões internas entre o Norte e o Sul da então unificada Coreia, levando à eclosão da Guerra da Coreia em 1950. Após três anos de conflito – no qual estiveram envolvidos EUA, pelo lado sul-coreano, e URSS e China, pela Coreia do Norte -, foi acordado um armistício que resultou na divisão do país em duas partes. Mais de um milhão de mortos foram registrados em ambos os países, bem como a enorme destruição da infraestrutura da Coreia do Norte.

Apesar das perdas durante a Guerra, com a ajuda da URSS e da China, a Coreia do Norte se reergueu e durante alguns anos chegou a registrar crescimento econômico superior à de sua vizinha ao sul. Na década de 1970, em especial após a morte de Mao Tse Tung e a reaproximação da China com os EUA, a economia norte coreana começou a sofrer forte estagnação, afetando setores como produção industrial e de alimentos. Na década de 1990, após o colapso da URSS, a morte do ditador Kim Il-Sun (avô do atual líder supremo do país, Kim Jong-un) e a imposição de sanções norte-americanas, o país se fechou completamente para o mundo.

O completo isolamento da Coreia do Norte gera uma ausência de dados confiáveis sobre a história recente do país. Esse “mistério” levou a jornalista Barbara Demick a escrever o livro “Nada a Invejar – Vidas Comuns na Coreia do Norte”, no qual pela primeira vez em décadas, a história da Coreia do Norte é contada sem censura pelos próprios norte-coreanos. A obra, traduzida recentemente para o português, foi eleita pela rede de televisão britânica BBC como o melhor livro de 2010. O livro foi escrito com base em relatos de norte-coreanos exilados na Coréia do Sul.

Em meados da década de 1990, já sob o comando de Kim Jong-Il, a Coreia do Norte sofreu uma das maiores crises alimentares da história. A produção de alimentos do país, que já vinha sofrendo desde o colapso da URSS, foi agravada após sérias enchentes em 1994.  O resultado foram mais de um milhão mortes entre 1994 e 1998. Muitos questionam como o regime ditatorial norte-coreano resistiu a décadas de crises.

Em 2001, Demick foi a Seul como correspondente do jornal Los Angeles Times e iniciou uma série de entrevistas com dezenas de exilados para entender como o regime funcionava e qual era a realidade do país. Das entrevistas, surgiu a ideia de escrever um livro que pudesse contar em detalhes a história norte-coreana.

O livro relata em ordem cronológica o que se passou antes e após Kim Jong-Il assumir o poder, como foi a crise alimentar da década de 1990 e como, de fato, vive a população no país. A autora focou em exilados vindos majoritariamente da cidade de Chongjin (no norte), com objetivo de entender uma das regiões mais isoladas do país – visitas à capital Pyongyang ainda são permitidas, ainda que apenas na presença de oficiais do governo. Ademais, a decisão de focar em uma cidade se deu para facilitar a checagem da autencidade dos fatos relatados, uma vez que Demick nunca visitou Chongjin.

O livro busca relatar como era a vida antes da morte de Kim Il-Sun, sendo o luto da população pela morte do ditador um dos momentos mais marcantes do texto. Por meio do relato de Mi-ran (nome fictício de uma das entrevistadas), o leitor consegue entender um pouco da mistura entre medo e fascinação da população pelo ex-líder.

Parte dessa fascinação é relacionada à propaganda comunista iniciada pelo ex-ditador. Segundo Mi-ran, o slogan da proganda era “Vida Longa à Kim Il-Sun, o sol do Século XXI, vamos viver à nossa maneira, faremos apenas o que o Partido mandar, não temos nada a invejar do mundo”. O slogan, que virou inspiração para o título do livro de Demick, possuía forte influência na população. Segundo Mi-ran, como o governo baniu filmes ou programas produzidos no exterior, não havia razões para acreditar que existiam lugares no mundo melhores que a Coreia do Norte. Ainda que sua família vivesse na pobreza, a situação era igual para quase todos os outros.

A época da crise alimentar é retratada em depoimentos marcantes. Professores contam como viam seus alunos dormirem nas salas de aula por falta de comida e como a frequência diminuía a cada dia porque as crianças simplesmente não tinham forças para caminhar até a escola. Uma médica que lidou com os resultados da crise oferece um relato emocionante. Segundo a Dr. Kim, os pacientes não morriam propriamente de fome, mas a falta de comida e a subnutrição afetavam seus sistemas imunológicos levando-os à morte por doenças facilmente curáveis. Epidemias também se espalhavam mais rápido, como a de febre tifóide que arrasou Chongjin entre 1993 e 1994.

Os capítulos finais do livro abordam a trajetória dos exilados entrevistados até Seul. Além das dificuldades estruturais sofrida por cada um (alguns tiveram que atravessar a fronteira mais de uma vez até sairem em definitivo da Coreia do Norte), Demick foca no debate interno dos personagens entre deixar o país ou permanecer. Para muitos, a decisão de desertar foi tomada apenas como último recurso. É nítido o quanto cada um dos exilados amava o país e o quão difícil foi tomar a decisão de ir partir, o que muitas vezes implicava em abandar parentes próximos para sempre.

“Nada a Invejar” é um trabalho historicamente bem apurado e humano. Por meio dos relatos de norte-coreanos, a obra consegue capturar o estilo de vida de um cidadão no país, ajudando o leitor a entender as razões pelas quais a ditadura se mantém no poder apesar dos sentimentos (muitas vezes confusos) dos cidadãos em relação ao regime.

75 Responses to O que acontece na Coreia do Norte?

  1. O comunismo seria muito bom se não existissem os ditadores.

  2. Mas é uma baita duma sacanagem dizer que a Coreia do Norte é “comunista”. É o mesmo que dizer que Stálin foi comunista ou seja, uma inverdade descabida. Tanto a C.N. quanto a URSS ou Cuba não passam ditaduras, sem nenhum viés “comunista”.
    Sou um direitista juramentado mas até eu isento os comunas das desgraceiras ocorridas com os habitantes dos lugares citados.

  3. andrebossan disse:

    É interessante a forma como os anticomunistas se manifestam. Também é peculiar a fala dos socialistas. A primeira porque sempre conecta a situação dos norte-coreanos com a vida no Brasil da “ditadura petista”, ligações obviamente enviesadas e encaixadas à força. Por outro lado, o time contrário, socialista, custa a aceitar o fato de que o comunismo praticado nos moldes “clássicos” se transformou sim em ditaduras, umas ruins, outras piores, embora a simples oposição ao capitalismo e a criação de uma alternativa a ele tenha feito sim, diferença muito importante.
    Mas é preciso lembrar que não basta dizer que se é comunista para realmente sê-lo e o mesmo vale para os defensores da democracia. A democracia “clássica” dá sinais de esgotamento e é preciso buscar dentro da democracia, os recursos para melhorá-la e ampliá-la. Muitos “democratas” porém não hesitariam em destruí-la em nome da paranoia anticomunista.
    E isso reforça a minha impressão de que estes defensores da democratura militar na verdade não se preocupam com questões relativas à dignidade ou a liberdade individual humana, mas apenas têm medo de um improvável ataque às suas propriedades privadas, como se sua casinha de campo ou apê no Leblon fosse fazer uma diferença danada nos rumos da economia brasileira.

  4. Klaus disse:

    Enquanto o homem prezar por sua liberdade individual o regime comunista nao sera viavel, realizavel apenas por meio de ditaduras e muito sangue. Nao ha como escapar das leis da natureza.

  5. Onde está os meus comentários? Foram retirados? Isso é muito baixo. Muito mais para quem se considera uma acadêmica…

    • Vivian Alt disse:

      Não sei a qual comentário você está se referindo, tem um seu aprovado há muito tempo nesse texto. Só procurar…

      Caso tenha tido algum outro que não tenha sido aprovado, provavelmente foi porque ele não estava de acordo com nossas regras de moderação (devido à linguagem onfensiva, mal educada, agressiva, etc). Caso interesse, você pode conferir em detalhes na nossa página “sobre”.

  6. Roberto disse:

    Um bom documentário, talvez vocês gostem:
    https://youtu.be/BbDWRXd0t-w

  7. Carlos Fabricio Fernandes disse:

    Interessante.
    Ja assistiu ao documentario independente VICE GUIDE TO NORTH KOREA (Inside North Korea (Part 1/3))?
    A realidade na Coreia do Norte é surreal.
    A verdade é apenas aquela que os lideres dizem ser a verdade.
    Mas o MAIS SURREAL é lembrar a nota oficial do PC do B em APOIO a Coreia do Norte.
    Apenas por aquela nota (e não seria por pouco) seria motivo suficiente para REPUDIAR o PC do B da politica brasileira.
    Ironica e tragicamente o nome do partido UNICO na Coreia do Norte é PARTIDO DOS TRABALHADORES.
    Procure o documentario no YouTube.
    Não sei se meu comentario será censurado ou não.

    • Vivian Alt disse:

      Carlos, obrigada pelo comentário e pela sugestão do documentário.

      Acho muito interessante ler e ouvir vários pontos de vistas. Certamente procurarei na internet para assistir.

      Abraços

      • Carlos Fabricio Fernandes disse:

        Fui rever o documetario hoje.
        E foi disponibilizado legenda em PORTUGUES (e do Brasil).
        Fiz a revisão e esta muito boa, muito boa mesmo.
        Tenho amigos que nao falam ingles fluente e agora posso recomendar o documentario.

  8. paulo disse:

    Vivian, parabéns pela paciência e tentativa de diálogo com seres não dispostos a isso!

  9. celso disse:

    A Coréia do Norte , não é nada mais que uma ditadura miserável, governada por incompetentes e assassinos, vi muitas respostas e delírios aqui neste posts, que se ancoram em dizer que não há informações precisas sobre a Coréia do Norte,, Ora!!! claro que não há informações, assim como não havia informações precisas sobra a Albania, Romênia e outros lixos socialistas, é fato que países como estes, tem como premissa o sigilo de informações e a alienação mental do povo, proibindo o contato com o mundo exterior, pois desta forma o povo acredita que vive num lugar igual a todos, essa sempre foi a característica do socialismo, pois é um tipo de regime umbilicalmente ligado ao genocídio em massa e a catástrofes humanitárias, e também é fato que foi o regime que mais gerou miséria na história da humanidade.
    Mas sempre haverão bobos e trouxas pra cair na lorota da “justiça social” e da “igualdade”….

  10. Alexsandro Vieira disse:

    Ola JAder,

    Pois é, basta ver o jogo porco na colcha de retalhos que se tornou o oriente médio, estou desanimado com a (deso) humanidade

  11. Jader Rezende disse:

    Perdão.Isenta não. Parcial.

  12. JADER REZENDE disse:

    Melhor se informar o que foi a guerra da Coréia.Este blog se diz imparcial, mas, tem viés nitidamente pro USA.To fora dele.Não citem meu nome.Disseram que eram neutros.Claro que não.Não sou a favor de arbitrariedade venha de onde vier.Aqui não se trata do livro.O livro é pretexto para uma abordagem isenta.

  13. claudilanio disse:

    Quanta ignorância, falar que o governo do PT faz igual ao governo norte coreano.
    Esse é mais uma vítima midiática.

    • Plínio disse:

      Tem um punhado de imbecis que está esperando desde 2003 a guinada comunista do PT, e vão continuar esperando 2018,2023, 202………..!

  14. Filipe Elias disse:

    Oi Vivian. Parabéns pela resenhave pela elegância nas respostasvaos comentários. Me deixou ansioso pra ler o livro.

  15. Roberto disse:

    Livro antigo, publicação de 2009 e editado no Brasil em 2013. Não entendi o porquê do comentário sobre esse livro justo agora.

    Neste momento, EUA e Coreia do Sul realizam manobras militares nas fronteiras da Coréia do Norte. Situação que se repete anualmente, e, segundo a Coréia do Norte, são provocações.

    Livro dessa natureza faz parte de uma ofensiva ideológica contra o inimigo, pouco esclarece, mais confunde, normalmente é parcial e faccioso.

    Melhor visitar o país e constatar in loco, ver http://www.korea-dpr.com/kfa_travel.html

    O problema na Península da Coreia é a divisão de um povo com 2000 anos de civilização e ocupado ao sul por um exército estrangeiro.

    • Vivian Alt disse:

      Roberto,

      Desde que eu li esse livro há 5 anos atrás ele se tornou um dos meus livros preferidos (e eu leio muito). Recomendo o Nothing to Envy a todos os meus amigos desde então. A resenha do livro foi feita agora porque o Blog foi lançado no final de janeiro de 2015 (e não em 2009) como pode ser conferido no nosso site e confirmado com a CartaCapital.

      Não recebemos dinheiro de ninguém, nem mesmo da Carta. Os posts escritos aqui são de autoria única dos editores do Politike e não são comprados ou encomendados por qualquer instituição, indivíduo ou país (chego a rir só de pensar que esse post foi pago pelos Estados Unidos). O senhor portanto se informe melhor antes de fazer acusações levianas.

      Quando o senhor quiser discutir sobre o assunto de forma inteligente e bem embasada, o espaço estará sempre aberto. Somos receptivos a críticas que visam ao enriquecimento do debate e não frases vazias como “Livro dessa natureza faz parte de uma ofensiva ideológica contra o inimigo”.

      Inimigo? Que inimigo? O senhor leu o livro? Qual é a sua crítica exata ao livro? Ou o senhor é simplesmente contra a ideia de que uma versão diferente da história contada pelo governo norte-coreano seja divulgada na mídia?

      Eu sou a favor que a história seja contada sob vários pontos de vista. Por isso estou divulgando um livro que considero excelente por vários motivos, incluindo o fato que ele não sofreu censura do governo norte-coreano.

      Vivian

      • Diogo disse:

        Oi Vivian, acho que deu pra perceber do que falo da defesa da esquerda a um regime nefasto como o norte-coreano ?

        Infelizmente essa é a esquerda brasileira, que nunca aprenderá com seus erros, pelo simples fato de não reconhecê-los.

    • Tiago disse:

      Visitar a Coreia do norte, para ver com os próprios olhos a situação? Impossível! As visitas no país são vigiadas por dois ditos guias e um motorista, que ficam o tempo todo com o turista, ele só vê o que o governo quer, que claro são imagens positivas do país, de igual modo páginas norte coreanas oficiais como a KCNA (www.kcna.kp e http://www.rodong.rep.kp/en são de situações notícias que o governo quer que a comunidade internacional saiba, como amídia de direita, porisso não são confiáveis, eu já acessei eles é propaganda pura! As notícias são apenas sobre o governo, onde o marechal esteve, fotos dele, congratulações da Coreia a outros países e artigos de opinião (em http://www.rodong.rep.kp/en) atacando os EUA ea Coreia do sul, também presentes na KCNA, agora o governo investe bem na propaganda, há jornais em inglês e a KCNA http://www.kcna.kp tem uma versão até em espanhol! Gosto muito já que não falo inglês bem, em espanhol, não preciso nem de usar o google tradutor!

  16. Ricardo B disse:

    Não esqueçam que tudo ocorre em uma via de mão dupla: a Coréia do Norte se fechou, mas antes de que isso acontecesse lhe foi imposta uma guerra, seu vizinho foi estimulado a crescer e se converter em um país rico, enquanto ela, após o fim da URSS, recebia sanções do mundo Ocidental. Isso não justifica a ditadura, mas ajuda a explicar. Após ser humilhado constantemente, o que você prefere? Se entregar a quem humilha ou viver isolado, mas de certa maneira “livre”? Se os Estados Unidos e seus aliados fossem menos ideológicos e respeitassem modos de organização social diferentes do seu, talvez sequer existissem Coreias do Norte.

  17. Legal o post, vou ler o livro.

  18. douglasalipio disse:

    Excelente post! Vou deixar mais uma referência (livro) para quem deseja conhecer mais sobre a história.

    Título
    Pyongyang: Uma Viagem à Coréia do Norte

    Goodreads

    https://www.goodreads.com/book/show/17980113-pyongyang

  19. José Alves disse:

    Só de ler o título já se percebe que o livro é tendencioso. A Coréia do Norte é um país fechado e simplesmente não dá pra quem está olhando de fora ter uma idéia de como seria a vida lá dentro. As poucas informações que recebemos são de fontes ocidentais e de aliados dos EUA, que são justamente inimigos desse país e não medem esforços para desconstruir a imagem dele, portanto acredito que esses relatos de exilados da Coréia da Norte não ajudem em nada a entender o que acontece por lá. Eu poderia pegar um moderador de rua de qualquer país de “primeiro mundo” e usar o relato dele para afirmar que o país é uma porcaria ou tem um regime opressor, mas essa seria só uma pequena parte de um contexto muito mais amplo.

    É fato que a qualidade de vida na Coréia do Norte não deve ser lá muito boa, mas o maior culpado pelo declínio do país são as sanções impostas pelas potências imperialistas.

    • anderson barbosa disse:

      Como os esquerdas tem o dom de colocar a culpa nos outros, acho que esse deve ser a primeira coisas que vocês aprendem!

    • Rodrigo disse:

      “o maior culpado pelo declínio do país são as sanções impostas pelas potências imperialistas”.
      Hahahhahahhahahhahahahhahaha.

      Sanções comerciais?
      Então você concorda que é bom praticar comércio com países “imperialistas”?
      Deve achar que as mazelas de Cuba são culpa do embargo americano, certo? Mesmo com Cuba podendo fazer negócios com todos os outros países do mundo, você ainda acha isso, né?
      Ser governado por ditadores psicopatas durante décadas, sem liberdade de expressão, sem liberdade para empreender, sendo tratado como gado, não é problema e não afunda uma nação. A culpa é dos ianques imperialistas opressores.
      Em que planeta você vive?

      • Gil Cleber disse:

        O curioso é que as sanções econômicas impostas a Cuba pelos EUA não impediram a proliferação de resorts de luxo na ilha de Fidel. Eu não sou nem um pouco fã dos EUA, pelo contrário, detesto – sim – o imperialismo americano, que a meu ver é um grande mal, mas verdade seja dita: o fracasso do comunismo no mundo não tem nada a ver com outros países, deve-se unicamente ao fato de ser um sistema inviável que é imposto pela violência, pois do contrário não seria aceito pelo povo.

    • Diogo disse:

      Um país onde um cidadão que sai é tido como desertor não pode ser uma democracia, é simples, se você não consegue entender é problema seu.

      O pais é fechado ? será que isso é bom para o seu povo, será que isso é democrático ?

      A esqueda brasileira e a lavagem cerebral que não consegue ver o que está na cara.

    • José Alves disse:

      Muito pelo contrário Rodrigo, não é bom, e sim necessário – pelo menos para alguns países. A Coréia do Norte dependia imensamente da economia soviética, com o fim da Guerra Fria eles ficaram isolados e milhões morreram de fome por culpa das barreiras econômicas impostas. Se você não vê isso como um crime, não adianta discutir.

      Já Cuba é um caso bem diferente, eles tiveram a sorte que os norte-coreanos não tiveram, porque ainda tinham aliados econômicos nos países vizinhos. O país prosperou e tem hoje um dos melhores sistemas de saúde do mundo, apesar das dificuldades. De fato, não se vive mal em Cuba, mas você deve saber o que é melhor para os cubanos melhor do que eles próprios.

      Lembrando que em nenhum momento afirmei que a Coréia do Norte tem um regime bom ou ruim, apenas penso que não dá pra julgar um país baseado em relatos que só mostram um dentre os muitos lados dessa história.

      • Diogo disse:

        Melhor sistema de saúde do mundo ? Não se vive mal ?

        Me explica por que tantos fogem então ?

      • Gil Cleber disse:

        Cuba é ótimo para se viver. O comunismo é o sistema que se propõe a salvar a humanidade dos males do capitalismo. Isso está fora de questão. Só tem umas coisinhas que eu não entendo: por que é que tanta gente quer fugir (fugir, não sair para fazer turismo e voltar) de Cuba e, quando tenta e não consegue, tem seus barcos abalroados pela marinha de Fidel e as pessoas são encarceradas; por que será que outros, quando podem, pedem asilo político em outros países; por que será que, na época do muro de Berlim, só havia casos de fuga do lado comunista para o lado ocidental, ou seja, as pessoas metralhadas sobre o muro tentavam sair do paraíso comunista para o inferno capitalista. Quem puder me explica.

        • José Ramon Alves Sobrinho disse:

          A realidade é que o comunismo nunca existiu nem em Cuba, Coreia do Norte e nenhum país do mundo. O que existe são ditaduras resistindo a miséria do povo. A propaganda dos nortes coreanos é uma falácia. Dr Ramon advogado criminalista.

  20. Marina Carvalho disse:

    Excelente texto. Porém, as pessoas precisam entender que há uma visão deturpada dos vários modelos politicos socialistas para os dias de hoje, talvez naquela época era pensado o modelo socialista cientifico de Karl Marx, justamente para livrar a população da vida escrava e abusiva que levavam (sem remuneração adequada, sem condições minimas de trabalho e higiene, crianças trabalhando, sem direitos etc…) não havia um divisor de águas (leis) um equilibrio entre o proletariado (operários de fábrica) e a burguesia (empresários), talvez por essa razão sua teoria se embasava em luta de classes para uma reforma social. Surgiram também o socialismo utópico e cristão. O socialismo utópico na época teve Owen um administrador de fábrica, que se indignou com as condições de trabalho e criou espécie de cooperativas na Escócia, mas o sucesso das mesmas que visavam também ensino de qualidade o obrigou a fugir de seu país. O socialismo cristão pregavam as ideias de regulamentação das leis e jornadas de trabalho, igualdade de condições, direito a propriedade etc… o fato é que se talvez não tivessem tido esses movimentos de extrema esquerda nessas épocas, muitas nações não teriam sua regulamentação por exemplo, do mercado de trabalho (com salários, condições de trabalho, carga horária etc…), muitos não sabem, mas boa parte dos países europeus que não se fizeram na exploração de outras nações, empregaram um dos fundamentos mais importantes do socialismo para mim, que é a igualdade de condições (exemplo claro Suécia), que não é a mesma coisa que igualdade social, lógico que depois da luta desse socialistas da época, mas mudaram sua visão. Igualdade de condições é você ter uma máquina publica em funcionamento perfeito para a sociedade. É ter escolas, hospitais e serviços que atenderam a população sem distinção. O filho do pobre e do rico recebem a mesma instrução e com isso concorreram de igual para igual. O capitalismo deve e sempre existirá, não estamos mais na época do escambo, tudo se compra e paga. O que não pode realmente acontecer é o capitalismo selvagem, que alias ainda presente no mundo, que é sempre um só ganha em detrimento da fragilidade e necessidade do outro. Ambos tem que ganhar!
    Não enxergo nem como comunista e socialista o regime de Cuba e Corea do Norte e sim regimes ditatoriais mesmo, esses que passam de pai para filho. Não consigo enxergar nada de em prol da sociedade nesses países. É nitido que nesses países não se tem liberdade nem para abandoná-los. Como também não enxergo nada de saudável no imperialismo americano que se dizem preocupados com nações em regime ditatorial, mas só se preocupam com aquelas capazes de gerar riquezas, principalmente as naturais. Aí pergunto: e os regimes ditatoriais monstruosos presente na África, porque ele e a Inglaterra não se preocupam também? Não creio que esse capitalismo selvagem (que são os poucos triliardários ou bilionários 1% da população mundial que concentram 48% de toda a riqueza mundial e os outros 52% se dividem entre os 99% restante e a previsão é que até 2016 esses percentuais passem para 1% com 50% e 99% com 50%, dados segundo estudo da organização não-governamental britânica Oxfam). É simplesmente dizer que 70 milhões dividem 48% de toda a riqueza e os outros 6.930 bilhões ficam com os outros 52%. A grosso modo: cada um dos 70 milhões fica com 0,0000006857 da fatia do bolo e cada um dos 6.930 bilhões ficam com 0,0000000075 da sua fatia. Considerando 7 bi de habitantes no mundo. Um total desequilibrio que tende a levar o mundo a um colapso se essa equação não mudar. Precisamos achar o equilibrio entre a parte boa do socialismo e a parte boa do capitalismo.

    • Constantino disse:

      Bingo! A resposta mais lucida e inteligente entre tantas ignobeis!

    • andrebossan disse:

      A parte boa do capitalismo é impossível… Poderia se elogiar a liberdade política, isso sim, mas essa não é uma inerência do capitalismo. Por outro lado, a superação do capitalismo não é necessariamente o socialismo, muito menos o modelo soviético. Essa superação ainda é um mistério…

    • Gil Cleber disse:

      Os regimes de Cuba e da Coréia do Norte são ditatoriais, mas todo regime comunista é ditatorial. E a URSS sob Lênin e Stálin? Foram 60.000.000 de presos e assassinados nos gulags soviéticos. O capitalismo tem um lado positivo: gera riqueza; mas tem um lado amplamente negativo/nocivo: gera ganância e descamba para o que conhece como “capitalismo selvagem”, ou seja, o lucro pelo lucro, ou o lucro a qualquer preço – e nesse caso o povo tem de estar bem informado para mobilizar-se. De qualquer forma, viver num país democrático capitalista é bem melhor. Ninguém que fugir do Brasil ou da Suíça, no máximo muitos querem viajar, procurar melhores oportunidades em outros lugares, e simplesmente vão, legalmente. Quanto a Marx, está completamente ultrapassado. Falar hoje em dia em luta de classes cheira a roupa velha.

  21. O livro foi escrito por norte-coreanos exilados na Coreia do Sul. Pode dar alguma contribuição para entender aquele país, mas é muito pouco. Se fizermos um relato com base nos cubanos exilados em Miami, por exemplo, teremos opiniões semelhantes. Ou seja, há um viés ideológico que pode comprometer a narrativa. É válida, mas o bom senso recomenda cautela com esse tipo de trabalho.

    • Exatamente. Não é muito responsável dizer que é historicamente apurado quando a base são os exilados. Se entrevistar qualquer pessoa que saiu do seu país, não importa o regime do país, os relatos serão contrários.

      Infelizmente, só saberemos a realidade quando o regime cair ou se abrir.

    • Vivian Alt disse:

      Concordo Johnny e Devanil. Infelizmente são poucas as informações que temos do país.

      Lendo o livro, todos os entrevistados relatam a dor e a tristeza em sair. Eles não saíram porque estavam insatisfeitos com a vida, eles saíram porque estavam prestes a morrer. É difícil contar em detalhes sem ler, mas é realmente impressionante o que as pessoas passaram até tomarem a decisão final de tentar fugir.

    • Diogo disse:

      E nada disso corresponde ao que sua ideologia te ensinou, não é!?

      Talvez os que estejam PRESOS ao regime ainda simplesmente não possam dizer nada ? talvez só.

  22. Android Snorkel disse:

    Se um país tem um bom clima e uma terra fértil, acabou o problema. Se não…

  23. Gustavo Rezende disse:

    Comprei o livro. Terei trabalho esse fds

  24. Jose disse:

    Como aqui ultimamente, a imprensa não divulga nada ou quase nada contra os tucanos

  25. Alexsandro Vieira disse:

    Ola Vivian

    Poderia deixar seu blog linkado com o discus ,acho que teria mais visibilidade e acesso mais facil,

    é só uma dica seu blog é muito bom

    Um abraço 🙂

  26. Não li o livro, mas pretendo ler para formar uma opinião mais consistente sobre o assunto. Vejo as pessoas criticarem esse país apenas por ser comunista, mas sem argumentos sólidos. Em nosso país, nos dias atuais, criou-se um preconceito muito grande por tudo que tenha a ver comunismo, socialismo, esquerda. É a mania de algumas pessoas mandarem os outros para Cuba, para Coréia etc, sem ao menos conhecerem a realidade local. Creio que esse livro pode ajudar a clarear meus conceitos sobre o assunto e de muitas outras pessoas.

  27. Alexsandro Vieira disse:

    Prezada Vivian,

    Boa Tarde,

    Excelente dica , será bom, para cruzar as informações com o excelente “Fuga do Campo 14 de Blaine Harden”, e o melancólico, porém muito bom “Dentro do Segredo de José Luiz Peixoto”

    Na minha, modesta opinião, sobre assuntos que leio, documentários etc, O Regime da Coréia do Norte se baseou exclusivamente no culto a personalidade e na despersonifcação do ser, para digamos uma perpetuação no poder.

    Porém o mundo mudou, mas a Coréia do Norte não.Quero deixar claro que acho simplesmente bizarro toda a dinastia Kim, e claro seu comparsas corruptos, o sistema é feito de muitas forças, e o povo sempre paga e caro o pato as mazelas de seus lideres.

    Muita gente deve se perguntar, e falar porque os Demônio do Kim Jong Un, não faciliata as coisas, e bla bla bla.

    A situação é complexa, que ele tem interesse na unificação, desde que não perca a mamata claro, porem do outro lado do jogo, está a Coréia do Sul – Uma unificação custaria em torno de USD 1 TRILHÃO isto mesmo… Então China/Coreia doSul /USa, tem que pesar os impactos, depois de quase meio século de bizarrices KIM.

    Os Sul Coreanos , bem letrados e informados, sabem o custo que pode ter isto.

    Não não se assustem muito quando o Kim Jong PUM (adora brincar com ele) gritar ,espernear, e etc, é que ele precisa ameaçar o mundo e mostrar pro seu povo que está forte, e com isto fazer a China/USA e o Sul, a mandarem as remessas de alimentos prometidas, não sei se fui bem claro.
    Não quer dizer que aparece um maluco aprte os botão e lance misseis, só quis clarear como funciona o jogo das coisas.

    E como sempre o povo paga e bem caro

    Um abraço

    • JADER REZENDE disse:

      O Brasil também é um país alienado pelos poderosos.Existe uma suposta liberdade, que é apenas ter o pensamento às avessas da Coréia do Norte.Todos os sistemas políticos e econômicos fracassaram.A espécie humana necessita repensar e dar uma quinada para um outro tipo de sistema.Sem educação dos povos e seriedade dos líderes mundias, a nossa espécie não passa deste século.

  28. Fernando Campos disse:

    Espetacular esse texto, Sempre quis saber mais sobre a Coréia do Norte, pena que faltam muitas informações.

  29. sergio disse:

    Ola Vivian, observei, que e lucida, bem informada, atual, e anda com suas proprias pernas, seu castigo, nunca mais sera convidada para escrever artigos contrarios aos interesses da esquerda.

  30. Jorge Alberto Rodrigues disse:

    É bastante engraçado, para não dizer patético, como algumas pessoas se esforçam para edulcorar os gravíssimos problemas de certos países que optaram por seguir um modelo de Estado hipertrofiado dominado por ditadores cruéis. Em tais infelizes países a pobreza extrema é motivada por um modelo econômico extremamente ineficiente. No entanto, alguns douradores de pílula creditam a causa do problema ao bloqueio econômico patrocinado por algumas “nações imperialistas” (especialmente os EUA). A triste realidade é que as verdadeiras causas da gravíssima situação econômica de países como a Coréia do Norte e Cuba estão dentro de suas próprias fronteiras. São elas: o governo ditatorial, as práticas patrimonialistas, a corrupção endêmica e o modelo econômico arcaico altamente intervencionista.

    • Vivian Alt disse:

      Olá Jorge,

      concordo plenamente com seu comentário. O norte-coreanos entrevistados no livro falam exatamente sobre isso e é possível perceber como o sistema mesmo fracassado continua sendo perpetuado à base do medo. A maioria das pessoas vivem uma situação tão ruim que é difícil para elas enxergar uma saída – seja essa a fuga do país ou mesmo uma luta para mudar o regime político.

      Abraços,

      Vivian

      • Jader Rezende disse:

        Esta teoria de mudar regime político baseada em achismo é tipicamente norte-americana.O que os americanos mudaram para melhor onde intervieram.Na América Latina, na África, na Ásia, no oriente médiio? Onde eles se metem só pioram a situação do país.Chama-se, mesmo, imperialismo, substituto do colonialismo brutal do passado.Não me venham com historinha que os americanos querem democracia.Coisa nenhuma.Dão suporte a Israel que massacra os palestinos, ao governo ditatorial da Arábia Saudita.Quem lhes apóiam podem ser atrozes.É tudo interesse de dominação econômica. Por que não vão pesquisar e divulgar as atrocidades e crimes de guerra no Iraque? Tudo isto é propaganda.Não precisa ir para a Coréia do Norte para ver miséria.Basta andar pelo próprio USA.e mais pertinho bem perto da casa de cada um.Tudo isso é guerra ideológica.Não serve e nem ajuda a humanidade.

  31. Navi disse:

    Pelo menos dá para tirar proveito e fazer um corte de cabelo como o dele, é da hora!

  32. Mauricio P. de Lacerda Filho disse:

    Concordo que só vemos a politica da Coreia do Norte apenas com os olhos de quem está de fora, o problema maior está em que a população interna não conhece o que se passa no mundo exterior, e sem referências externas, não há em que balizar para saber se a realidade em que os norte coranos vivem é bom ou ruim. O povo norte coreano, está acostumado desde sempre a ter aquela vida em que o partido supre suas necessidades e o presidente é um deus, e para eles isto é uma verdade imutável. É como a paródia dos macacos na jaula que fora acostumados a serem punidos por cobiçar uma banana, e por mais que se troquem os macacos, os outros sempre vão punir os que se atrevem a cobiçar a banana, mesmo não sendo proibido, porquê as coisas sempre foram assim, então tem que ser assim.

    • Vitor Vangaça disse:

      O mesmo problema persiste no nosso país (Brasil), porém, numa escala obviamente menos alienada, digamos. A população daqui é igualmente ignorante, não conhece o que se passa nos outros países, aqui o brasileiro sempre viveu mandado, explorado e ignorante. Nos últimos 3 anos (2013 – 2015) foi um marco histórico no país, onde a democracia finalmente se despertou.
      Porém em 2015, um movimento de pessoas ainda alienadas ao antigo governo, saíram as ruas (dia 15 de março) para pedir a volta da ditadura, como se todo o período ditatorial tivessem tornado o país numa potência no período em que estes eram impostos.
      Reflitam sobre essa analogia.

  33. Diogo disse:

    Serio? A foto é de Kim Jong Il nao do atual lider…que tipo de revista é essa?

    A Córeia do Norte é apenas mais uma DITADURA SOCIALISTA nefasta.

    • Vivian Alt disse:

      Caro Diogo.

      Agradecemos também sua audiência cativa.

      Quanto ao seu comentário sobre a Coréia ser uma ditadura socialista nefasta, não poderia concordar mais. Inclusive, se o senhor parasse para ler o livro veria justamente que essa é a crítica da autora e também o que pensam os exilados norte-coreanos. Eu, quando critico algo, gosto de estar o melhor informada possível sobre o tema para que haja uma discussão bem embasada e não uma troca vazia de insultos.

      Atenciosamente,

      Vivian

      • Talvez a “culpa” pela não informação sobre o lugar seja a quase inexistência de fontes que nos apresente algo real ou mais próximo do real. Gostaria mesmo de uma fonte mais confiável sobre a Coreia do Norte. Algo que mostre o como é, não o que deveria ser ou o contrário.

        Tipo, o que eu sei atualmente sobre esse país é que ele é uma ditadura socialista, baseada na figura central de um líder supremo e que o poder passa de pai para filho e que é o país mais fechado do mundo (ponto!).

        Mas, gostaria de saber mais “para que haja uma discussão bem embasada e não uma troca vazia de insultos.”

        Obrigado 🙂

        • Vivian Alt disse:

          Prezado Márcio,

          concordo plenamente com sua opinião. Essa falta de informação foi um dos principais fatores que levaram a autora a escrever o livro. Não é um livro didático, mas também não se trata de um romance. As informações ali contidas são verdadeiras e relatam um período da história do país contado pelo ponto de vista dos próprios norte-coreanos sem censura do governo.

          Os primeiros capítulos foram escritos com o intuito de fazer uma contextualização para o leitor e introduzir o livro. O post é a resenha deste livro, não uma análise da Coreia do Norte, do regime ditatorial ou mesmo do socialismo. Até porque acho difícil atualmente alguém possuir informações necessárias para uma discussão bem embasada sobre o país. A quem tiver interesse no assunto, eu recomendo a leitura de “Nada a Invejar” como fonte inicial para entender um pouco da realidade do país.

          Abraços,

          Vivian

          • Diogo disse:

            Será que é essa falta de informação também que leva os partidos de esquerda brasileira a defender a ditadura norte coreana ?

            O PC do B fez uma exposição em homenagem ao avô do atual ditador. Será que é falta de informação ou excesso de ideologia ?

            Não foi um insulto, uma crítica mais dura do que deveria ser, talvez. Eu li o texto, entendi que a autora critica o regime, mas a matéria parece tentar colocar panos frios, ou tornar o fato de ser uma ditadura nefasta questionável. Posso ter entendido errado, mas é que vindo da uma matéria na carta capital, onde o dono acha que stálin era “de direita…”

          • Gabriel Bonis disse:

            Caro Diogo,

            Obrigado pelo seu comentário.

            Você (e alguns outros leitores) parece não ter entendido do se trata o texto. É uma resenha de um livro. Para os que não sabem o que isso significa, é muito simples: trata-se da crítica ou da recomendação de um livro, filme, disco etc.

            Logo, o texto não é uma análise sobre a Coreia do Norte. Escrever uma análise realmente precisa sobre o país seria muito complexo e difícil, devido à falta de informações confiáveis sobre a Coreia do Norte. Desta forma, em momento algum o texto se presta a fazer uma análise sobre o país.

            Sendo assim, quando você diz “entendi que a autora critica o regime, mas a matéria parece tentar colocar panos frios, ou tornar o fato de ser uma ditadura nefasta questionável”, a sua colocação é sem sentido. A autora do post não tentou colocar panos frios em relação ao regime norte-coreano simplesmente porque o texto não analisa o país, mas fala de um livro que relata a visão de exilados norte-coreanos sobre a Coreia do Norte. Parece ter faltado a você a habilidade de compreender aquilo que lê.

            Quanto à sua referência “mas é que vindo da uma matéria na carta capital”, digo apenas que estás equivocado. Todo conteúdo produzido por este blog é absolutamente independente e não tem relação alguma com a revista CartaCapital. Nossa sede sequer fica no mesmo país que a CartaCapital. A CartaCapital hospeda o nosso blog, apenas isso. A revista não é responsável pela produção do nosso conteúdo, nem sequer tem o poder de interferir naquilo que produzimos. Mas você saberia disso se tivesse se dado ao trabalho de olhar a nossa página “Sobre”.

      • Alex disse:

        Não devia ter dado satisfação ao comentarista, a maioria q comenta nesses blogs de internet que tratam de politica, seja ela qual for, é apenas boçal, fanática e completamente desinformada, vivem de slogans. Muitas vezes, nem entendem o que leem, caso dessa toupeira acima. O idiota fez questão de escrever em caps lock ativado apenas para concordar com vc, achando que enfatizava uma discordância rs

        • Alex disse:

          No caso, me refiro ao tal Diogo.

        • Gustavo disse:

          Mas infelizmente é uma Ditadura Nefasta mesmo. Eu morava com alguns estudantes coreanos e uma delas era da uma família fugida de Coréia do Norte. O pai e mãe e ela ainda bebê conseguiram escapar, mas a avó, por ser velhinha não pode. E ela chorou me contando as barbaridades que a família sofria enquanto viveram lá. A vida deles é totalmente controlada. Eles não tem noção do mundo exterior . São, como se fossem todos “caipirões” pela falta de informação e quando chega ela é modificada. O Governo cria uma falsa sensação de bem estar pelas propagandas e um sentimento de ódio aos EUA e também da mesma forma como o PT adora falar o tempo todo, que está tudo bem, tudo Perfeito e que vão crescer mais. Ela me disse : ” E Não existe crescimento de nada, é como vivessem num aquário com vidros escuros”. Muito Triste!

    • Gil Cleber disse:

      Concordo amplamente com o Diogo. O que há na Coréia do Norte em em Cuba não é mais que uma DITADURA SOCIALISTA NEFASTA, e aqueles que gostam de chamar os outros de idiota devem, nesse caso, responder a uma questão simples: por que ninguém foge da Suíça, mas foge dos “paraísos socialistas”? Por que, na época do muro de Berlim, pessoas eram metralhadas sobre o muro tentando passar do “paraíso socilista” (Berlim Oriental) para o “inferno capitalista” (Berlim Ocidental)?
      A autora do texto no máximo leu um livro sobre a Coréia do Norte, não esteve lá, não viveu a realidade de lá, portanto não pode afirmar que conhece o sistema político/social de lá, como deu a entender.

  34. mariii disse:

    Demais!

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