Multimídia A ‘ferida aberta’ da guerra de independência argelina
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A ‘ferida aberta’ da guerra de independência argelina

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Clássico de Gillo Pontecorvo nos ajuda a entender as origens de divisões na França atual

O ataque terrorista ao jornal satírico Charlie Hebdo, no início deste mês, levantou discussões sobre a grande divisão que existe na França entre as comunidades de imigrantes – principalmente muçulmanos – e os outros franceses.

De acordo com o Pew Research Center, 7,5% dos franceses são muçulmanos, sendo a maioria deles de origem argelina, como os irmãos Kouachi, responsáveis pelo ataque.

Como lembrou o jornalista britânico Robert Fisk, a relação da França com sua população argelina é ainda um “doloroso ferimento” e – embora não possa justificar a barbaridade do atentado – nos ajuda a entender porque alguns jovens muçulmanos se radicalizam.

Por cerca de 100 anos a Argélia foi uma colônia francesa. Em 1954, um movimento pela independência argelina deu início a uma guerra brutal, marcada pelo uso de tortura contra os insurgentes e atos de terrorismo. Embora tenha terminado em 1962, a violência da guerra ainda é uma ferida nas relações entre a França e os milhões de descendentes de argelinos que lá vivem.

O filme A Batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo, ilustra com maestria o início da guerra de independência argelina. Violento e bastante crítico ao governo de Paris, sua exibição chegou a ser proibida na França.

Hoje, o filme é considerado um clássico, sendo assistido atentamente não só por cinéfilos, mas também por aqueles que estudam História e movimentos insurgentes.

 

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